Não à elitização do futebol!!!
dezembro 2, 2010, 11:51 am
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Do blog do Cosme Rímoli
 
Há um movimento de elitização dos torcedores nos estádios brasileiros.
É algo velado.
A segregação é silenciosa.
Ninguém faz propaganda.
Os dirigentes só conversam entre eles.
Não gostam de expor a crueldade da situação.
Mas a equação é clara, explícita.
Os dirigentes querem se livrar dos pobres, das classes C e D dos estádios.
De acordo com quem comanda os clubes, são essas pessoas que brigam, levam a violência aos estádios.
E a melhor maneira de deixá-los longe, bem longe dos gramados é uma só.
Aumentar e muito o preço dos ingressos.
Tornar inviável, por exemplo, para quem ganha um ou dois salários mínimos.
Nas reformas dos estádios para a Copa ou na construção de novos não haverá os lugares mais populares.
A geral não existirá mais.
A decisão é tornar a ida para o estádio tão caro ou até mais do que ir para o teatro.
E isso vale para qualquer clube.
O que a diretoria do Fluminense fez com seus torcedores é absurdo.
Se eles quiserem torcer, apoiar na tentativa de fazer a equipe campeã terão de pagar caro.
Há ingressos no Engenhão que são 150% mais caros.
Revoltante.
Os ingressos custam R$ 60, R$ 80 e R$ 150.
Torcedores apaixonados pelo Fluminense acamparam por três dias para comprar suas entradas.
O Corinthians cobrou na área Vip do Pacaembu nada menos do que R$ 650 nesta Libertadores.
Esta tendência de aumento dos preços não vai cair.
Pelo contrário.
Só vai aumentar.
Para os dirigentes a população rica não ia aos estádios com medo da violência.
Sem os pobres, os ricos passarão a ir e gastar.
As classes A e B poderão frequentar restaurantes de luxo e pagar por poltronas confortáveis.
O proletariado, não.
A situação é triste, provoca repulsa, mas é irreversível.
Essa revolução atingirá em cheio a Copa do Mundo.
A previsão no Brasil é de que os ingressos custem cerca de R$ 500 na fase de grupos e até R$ 1.500 na final.
Previsão.
Estes preços podem ser aumentados.
Futebol no Brasil está virando programa de rico…
*Tudo isso nós, torcedores organizados, já prevíamos e vínhamos lutando há anos… e agora, qual o caminho?
 
Dia 5 de dezembro: Dia Nacional de Luta Contra a Elitização do Futebol Brasileiro
 
Acesse aqui o panfleto: panfletodianac3[1]


O lado oculto e suspeito do futebol
dezembro 1, 2010, 8:54 pm
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Fonte: Blog do José Cruz

“Comitê Olímpico Internacional (COI) examinará qualquer prova de suposta corrupção de um de seus membros, após uma reportagem da BBC sobre os casos de ilegalidades na Fifa”, informa o UOL Esporte. “O COI tem ‘tolerância zero’ com a corrupção e levará o tema a seu comitê de ética”, completa o texto.

 Análise da notícia:

Se o COI levar mesmo o caso ao seu comitê de ética, seria oportuno não se ater às questões de momento, mas retroceder aos relatórios das CPIs da CBF Nike, na Câmara dos Deputados, e do Futebol, no Sendo Federal.

 São os mais completos documentos sobre os bastidores da CBF e do senhor Ricardo Teixeira, produzidos a partir da quebra de sigilos bancários e fiscais da confederação.

Assim, a reportagem da BBC é mais um capítulo de uma prática que se tornou comum no futebol brasileiro.

 A pretexto de ser a instituição legalmente constituída e reconhecida internacionalmente que coordena o futebol brasileiro, a CBF tornou-se um órgão suspeito de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito de muitos.

Memória

Está na página 36 do relatório da CPI da CBF Nike:

“A CBF efetuou transferências para o exterior no mercado flutuante, de novembro de 1995 a março de 2001, o valor de 9,7 milhões de dólares, sendo 2,1 milhões de dólares a título de capital brasileiro de curto prazo – operações com ouro, representando 21,81% no mercado flutuante.”

O que isso significa?

“Essas operações trazem informações incompletas, pois não indicam qual o país de destino nem o nome do recebedor no exterior.”

O dinheiro, claro, foi obtido através dos contratos que a CBF assina com seus vários patrocinadores. Mas são usados em favor de quem? Do fortalecimento interno do futebol? Do uso de novas tecnologias para acabar com a violência nos estádios?

Não! O dinheiro vai para o exterior, mas não se sabem quem é o beneficiado…

Enquanto isso, quem cuida da segurança dos estádios é  o Ministério do Esporte, que implantará sistema caríssimo a ser pago com o dinheiro do torcedor-sofredor.  

Estarrecedor

Observem o seguinte capítulo

“Ricardo Teixeira, ao depor na CPI da CBF Nike, não soube explicar o motivo dessas transferências em dólar-ouro para o exterior”.

Que tal? Quanta falta de memória!!

Fonte milionária

O que o jornalista inglês Andrew Jennings tem feito nas últimas décadas é mostrar que o esporte de rendimento tornou-se fonte milionária de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção e incentivo ao consumo de drogas.

Drogas? Claro! Porque, como dizem os especialistas, “esportes provocam emoções e emoções vendem”.

Assim, quando um atleta vai ao pódio, lindo e sadio, exibindo a marca de seu patrocinador para milhões de pessoas mundo afora, aquela imagem é multiplicadora de um faturamento sem fim.

Estão aí os velocistas norte-americanos – e brasileiros, inclusive – que aos poucos foram se revelando dopados para se tornarem mais fortes, vencedores e, assim, mais ricos, por conta de seus patrocinadores. A cadeia fecha-se nesse círculo.

Seleção

Aqui, como a CBF é responsável pela Seleção Brasileira, tudo é feito de forma nacionalmente legal, inclusive os 11 patrocínios milionários que sustentam a estrutura.

A partir daí, usa-se o Hino Nacional, a Bandeira Nacional e as cores – verde e amarelo – para identificar que essa instituição – a Seleção Canarinho – representa o nosso país.

Ou seja, a Seleção que provoca emoções – e vende, muito – é validada pelo torcedor e tem a chancela governamental, enquanto no outro extremo o cartola esperto envia o dinheiro para o exterior, mas não sabe para onde nem para quem…

Entenderam?

*Andrew Jennings, jornalista que denuncia Ricardo Teixeira, promete apresentar “documentos surpreendentes”

A reportagem que a BBC exibiu na noite desta segunda-feira, acusando o presidente da CBF de receber US$ 9,5 milhões – cerca de R$ 16 milhões – da falida ISL, conforme divulgou o UOL, foi produzida por um experiente jornalista investigativo, Andrew Jennings.

A notícia completa está no http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/11/29/imprensa-inglesa-acusa-ricardo-teixeira-de-receber-propina-de-r-16-mi.jhtm

E quem desejar conhecer o site do jornalista Jennings aí vai a dica:  http://www.transparencyinsport.org/

Em email que distribuiu, Jennings anuncia que vai “descansar por uns dias, fazer a revisão do texto e apresenar documentos surpreendentes”, sobre sua denúncia envolvendo Ricardo Teixeira.

Seu mais recente livro sobre futebol é “Foul” (“Falta”), ainda sem tradução para o português, contando sobre “o mundo secreto e os escândalos na Fifa”.



Nova suspeita de corrupção na Fifa inclui Ricardo Teixeira
novembro 30, 2010, 12:01 am
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Fonte: Uol Esporte
 
ZURIQUE, Suíça, 29 Nov 2010 (AFP)
Novas acusações de corrupção sobre dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) foram feitas nesta segunda-feira pela imprensa suíça, a poucos dias do anúncio das sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022.

Segundo o jornal Tages-Anzeiger, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, e o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolás Leoz, estiveram vinculados a uma lista secreta de pagamentos após a falência de uma empresa associada à Fifa.

Há quase uma década, em 2001, a agência de marketing ISMM/ISL faliu em meio a uma polêmica sobre acusações de que subornos foram pagos na atribuição de contratos de televisão.

Neste caso, um tribunal do cantão suíço de Zug impôs multas a três executivos da ISMM/ISL em 2008 por fraude e crimes contábeis.

Leoz já figurava na lista como receptor de pagamentos suspeitos da agência de marketing, além de outras empresas com sedes em paraísos fiscais, segundo os dados apresentados pela procuradoria suíça em 2005.

Teixeira, Leoz e Hayatou integram o grupo de 22 dirigentes do Comitê Executivo da Fifa que escolherão na próxima quinta-feira as sedes dos Mundiais de 2018 e de 2022.

As acusações do Tages-Anzeiger se somam, entre outras, às denúncias que deixaram o taitiano Reynald Temarii e o nigeriano Amos Adamu de fora da votação do dia 2 de dezembro.

No final da tarde de hoje, a rede britânica de informação BBC decidiu antecipar a apresentação de um documentário que confirma as denúncias de corrupção na Fifa.

“O programa é de interesse público e mostra que alguns executivos da Fifa que participam da decisão sobre a candidatura para (a Copa de) 2018 têm um histórico de aceitar subornos”, destacou um porta-voz da BBC.

“Esperar para apresentar o programa não era uma boa opção, já que ficou claro que as Nações organizadoras (do Mundial) poderiam ser escolhidas por responsáveis com um histórico comprovado de corrupção”.

Inglaterra, Rússia e as candidaturas conjuntas Espanha-Portugal e Holanda-Bélgica disputam a organização da Copa de 2018, enquanto Austrália, Estados Unidos, Japão e Qatar desejam organizar o Mundial de 2022.

A organização Transparência Internacional (TI) pediu à Fifa que adie a eleição das sedes das próximas Copas do Mundo, prevista para o dia 2 de dezembro de 2010.

“Estas denúncias poderão desacreditar o procedimento de tomada de decisões da Fifa, já que tomar uma decisão nas atuais circunstâncias apenas serviria para alimentar a polêmica”.

Imprensa inglesa acusa Ricardo Teixeira de receber propina de R$ 16 mi

Alvo da imprensa europeia nos últimos dias, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi acusado nesta segunda-feira de ter recebido propina de uma empresa de marketing esportivo entre 1989 e 1999. A denúncia foi veiculada pela BBC, maior rede pública de comunicação da Inglaterra.

Segundo o programa Panorama, Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões (aproximadamente R$ 16 milhões) da ISL, empresa que negociava os direitos de transmissão da Copa e faliu em 2001. O pagamento foi realizado em 21 vezes, por meio da empresa de ‘fachada’ Sanud.

A assessoria de imprensa da CBF afirmou que não irá se posicionar sobre as novas acusações. Informalmente, no entanto, pessoas próximas ao presidente apontam que as recentes denúncias seriam criadas pela “Inglaterra” (sem especificar quem) e que o interesse seria desestabilizar o trabalho do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. O país europeu deseja sediar o Mundial de 2018.

Além de Teixeira, os nomes do presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), Nicolas Leoz, e do presidente da Confederação Africana de Futebol, Issa Hayatou, também constam nas denúncias. Os supostos subornos fazem parte de documentos confidenciais que listam 175 pagamentos, e o valor total chega a US$ 100 milhões (cerca de R$ 170 milhões). Os dirigentes também aparecem em ilegalidades na revenda de ingressos da Copa.

Ainda nesta segunda, o jornal suíço Tages-Anzeiger publicou informações parecidas. O trio de cartolas estaria vinculado a uma lista secreta de pagamentos após a falência de uma empresa associada à Fifa, a ISL.

O programa Panorama explica ainda que tanto Ricardo Teixeira quanto a Fifa não quiseram se defender das acusações.

Nesta quinta-feira, a entidade que comanda o futebol no planeta divulgará quais países serão sedes das Copas de 2018 e 2022. Teixeira, Leoz e Hayatou fazem parte do Comitê Executivo, composto por 22 dirigentes e responsável por definir as sedes. Para 2018, a Inglaterra disputa com Rússia, Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica o direito de receber o torneio.

Leoz rebateu a matéria. “Faz dez anos que andam com essa história. Não existe nenhuma seriedade”, afirmou o mandatário da Conmebol. “Faz dez anos que a Justiça da Suíça esclareceu absolutamente tudo. São desejos de pessoas que querem meter pressão nas eleições que a Fifa terá no dia 2 de dezembro”, completou o paraguaio.

Perfil do mandatário brasileiro

A BBC descreve Ricardo Teixeira como o presidente da CBF há mais de duas décadas e a pessoa que tem a palavra final sobre a contratação e demissão de treinadores da seleção brasileira. Além disso, informa que o cartola é o chefe do comitê organizador da Copa de 2014.

Os ingleses citam também a CPI de 2001, quando o Senado mostrou que os fundos oriundos da Sanud chegavam secretamente ao mandatário da CBF por meio de uma das empresas ligadas a ele.



Manifesto em repúdio a Ricardo Teixeira
novembro 23, 2010, 8:14 pm
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ANT (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES)

A Associação Nacional dos Torcedores, sociedade legalmente constituída para combater as atrocidades e desmandos existentes no esporte nacional bem como lutar pelos reais direitos de todos os torcedores-cidadãos brasileiros, vem à público, por meio desta carta manifestar sua indignação e exigir providências quanto às últimas notícias envolvendo Ricardo Teixeira, CBF e Comitê Organizador Local para Copa 2014.

Nos últimos dias, foi veiculada em diversos canais de imprensa a notícia de que Ricardo Teixeira, atuando como pessoa física, é sócio da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, (entidade a qual é presidente – ou dono) para formação do Comitê Organizador Local para a Copa de 2014, o COL. O contrato social registrado na Junta Comercial do Rio de Janeiro prevê, divisão das cotas de participação na sociedade em 99,99% à CBF e 0,01% à Ricardo Teixeira. Prevê ainda, em seu parágrafo 1º, apesar das divisões, que, o sócio Ricardo Teixeira poderá decidir e endereçar eventuais lucros provenientes da Copa 2014 da maneira que bem entender.

Há fortes indícios de irregularidades nesta sociedade. O futebol é patrimônio da sociedade, a Copa do Mundo vai custar 17 bilhões de reais, mais do que um ano de Bolsa Família, a serem gastos sobretudo em estádios (leia-se empreiteiras em festa). Por essa razão, há interesse público sobre tais fatos, sobre os quais exigimos explicações. Exigimos a dissolução imediata de tal sociedade e que o COL seja formado por pessoas isentas, de confiança de toda a sociedade ou que o tipo social seja alterado para sociedade sem fins lucrativos.

É de interesse de todo cidadão saber o destino dos eventuais lucros obtidos pela Copa de 2014 bem como qual a formação diretiva do COL. Exigimos como cidadãos que somos que as autoridades apurem esses fatos de maneira implacável. Exigimos respeito, tratamento digno e honestidade.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES



MPF emite parecer acusando TV Globo e Clube dos 13 de prática de cartel
setembro 16, 2010, 8:14 pm
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Do UOL Esporte

O Ministério Público Federal (MPF) foi consultado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e emitiu parecer contra o Clube dos 13 e a TV Globo. O órgão público entende que as partes praticam o cartel na negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

O processo já tramita no Cade desde 1997 e cita até o SBT, que não entrou na briga pelos direitos de TV nas duas últimas negociações trienais. Com o parecer do MPF desta quarta, o Cade pode recolocar o assunto em sua pauta. Até o fim do ano, o órgão pode definir uma pena para a Globo ou o Clube dos 13.

A reportagem procurou o Clube dos 13 e a Rede Globo. A entidade esportiva não quis comentar o caso, enquanto a emissora, por meio da Central Globo de Comunicação, argumentou que “não se manifesta sobre processos em andamento”.

O grande ponto questionável, segundo o MPF, é a cláusula de preferência da Rede Globo, que tem sempre o direito de igualar a proposta das rivais. Segundo Marcus da Penha, procurador regional da República e representante do MPF no Cade, o sistema não é legal.

“A prática teve efeitos anticompetitivos. O Clube dos 13 e a Globo limitaram e prejudicaram a livre concorrência ao usar a cláusula de preferência”, disse o procurador, em nota divulgada no site oficial do MPF.

Desde que o processo foi iniciado no Cade, outras empresas também reclamaram do sistema. A Record, por exemplo, abandonou a negociação de 2008 por entender que o C13 dava preferência à Globo, fato negado pela entidade.

A próxima negociação de direitos de TV do Campeonato Brasileiro está marcada para o primeiro semestre de 2011, quando serão acertados contratos dos próximos três anos. Em entrevista ao UOL Esporte, Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, adiantou que não quer que a Globo mantenha a exclusividade nos contratos.

Além disso, o dirigente disse que pretende dividir as propriedades de negociação do torneio. Dessa forma, diferentes emissoras poderiam comprar os direitos de TV aberta, TV fechada, pay-per-view, celular, internet, etc. Essa é outra crítica do MPF. Segundo o órgão, os direitos têm de ser negociados em três produtos diferentes, o que não acontecia quando a ação entrou em trâmite no Cade.

Operação “Implosão do Clube dos 13″

Fonte: Blog do Perrone

Os cartolas que fazem oposição a Fábio Koff no C13 parecem ter se inspirado naquelas operações da Polícia Federal batizadas com nomes chamativos. Iniciaram um plano chamado “Implosão do Clube dos 13″. O objetivo principal é minar o poder da atual diretoria. Corinthians, Vasco e Botafogo estão entre os líderes da oposição.

Parte importante da ação é uma chuva de pedidos de clubes para negociarem diretamente com a Globo o próximo contrato de transmissão para o Brasileirão. O blog apurou que cerca de dez times já procuraram a emissora. Se conseguirem afastar o C13, eles vão tirar da entidade sua principal função.

Os representantes da emissora mais ouviram do que falaram com os dirigentes. Preferem não se meter publicamente na briga. A Globo precisa de todos os clubes juntos para assinar o contrato.

Outra iniciativa é fomentar a disputa entre os clubes por fatias maiores na divisão do dinheiro da TV no próximo acordo, que valerá de 2012 a 2014, mas já é discutido. O Santos é quem mais deve brigar por aumento.

Em outra frente, o corintiano Andrés Sanchez agiu pedindo a abertura das contas do C13 para saber os salários pagos pela entidade e o que é feito com cada centavo da associação. Como resposta, obteve um pedido para detalhar melhor suas dúvidas.

O Clube dos 13 pouco fala sobre o assunto publicamente. Alega que não ganha nada hoje para negociar as cotas de TV. No último contrato, cedeu por três anos para a Globo o direito de usar sua marca por R$ 8 milhões e parou de cobrar uma taxa de administração.

Internamente, a diretoria do C13 trata a oposição como menor e com menos força do que ela alardeia ter. Usa como argumento a derrota dos opositores na última eleição. O movimento atual é tratado mais como uma ação pessoal de Andrés, inimigo do são-paulino Juvenal Juvêncio, vice da entidade. O corintiano também é aliado de Ricardo Teixeira, que apoiou candidato derrotado à presidência do C13, Kléber Leite.